[não entendi, mas posso explicar]

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[Mega-Sena acumulada]

Julho 10, 2007 · 11 Comentários

Estava lendo o jornal, sobre o ganhador da bolada da Mega-Sena. É um cara de Criciúma, que jogou um único bilhete no valor de R$ 1,50 e faturou mais de R$ 21 milhões.

Os números sorteados foram: 17 – 41 – 42 – 44 – 45 – 60.

41 – 42 – 44 – 45?!?!?! Perae! Que tipo de maluco joga uma sequência dessas?! Outra: qual a probabilidade (matemáticos de plantão?) de, em um universo de 60 números, onde cada um é sorteado com dezena e unidade separados, sairem 4 números da mesma dezena?!? Hein?!

Outra, mais mística: na quase sequência (estou me adiantando na abolição do sinal de trema que acontecerá em 2008) falta o número 43, certo? Então, aí na sua cabeça, subtraia 17 (o primeiro número) de 60 (o último número)… Arrá!

Já não acreditava na Superinteressante, agora vou ter que começar a duvidar da Mega-Sena.

Eis um mundo de desconfianças, senhoras e senhores.

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[sobre a prova da OAB]

Julho 7, 2007 · 3 Comentários

Depois de ler todos os cometários, analisar as opiniões defendidas e a linha de raciocínio dos comentaristas, cheguei a duas conclusões:

1) Sou totalmente a favor da prova;

2) A educação brasileira (no que pode, infelizmente, ser verificado através da redação da grande maioria da população) está na lama.

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[segunda vida]

Maio 15, 2007 · Deixe um comentário

acho que não brinquei mais do que 10 minutos no second life, e não pretendo perder mais nem 10 segundos com ele. sinceramente, sempre encarei essa onda como uma coisa meio patética. criar um boneco para ficar andando pra lá e pra cá tentando encontrar alguma coisa interessante pra fazer. ainda não entendi direito o motivo pelo qual as pessoas se interessam tanto pelo esquema, assim como não entendi o auê que fizeram em cima da série de jogos “the sims”.

fico surpreso cada vez que leio notícias dizendo que empresas criam filiais, promovem festas, criam campanhas e todas as coisas que envolvem as tentativas de fazer o SL parecer cada vez mais real.

e como hoje é dia de colar a opinião dos outros, eis uma perspectiva que me tranquiliza. um pouco.

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[índice de saturação]

Maio 2, 2007 · 1 Comentário

segunda-feira assisti um filme agradável. aquele que passou na tela quente, sabe? não lembro o nome. poderia descobrir facilmente com umas tecladas, mas isso acabaria com a espontaneidade do momento. o fato é que tinha a drew barrimore fazendo o papel de uma moça que esquecia tudo o que havia acontecido no dia, ou seja, ela vivia sempre o mesmo 13 de outubro. lá pelas tantas, a levaram para visitar um médico, numa clínica onde vários pacientes sofriam do mesmo problema. nesse lugar havia um cara chamado “tom 10 segundos”, porque a memória recente dele não guardava os últimos 10 segundos (aposto que vocês já tinham imaginado que era por isso).

lembrei do filme e desse personagem agora porque, às vezes, duarante a aula, parece que muitos alunos têm esse problema na memória recente. o professor acabou de falar, está lá, escrito no quadro mas o “tom 10 segundos” não lembra. então ele pergunta:

- tá, mas… ahn… professor… tipo (escreva sua pergunta idiota aqui).

e o fato é recorrente. tanto que os outros alunos nem ficam espantados. claro, há de se considerar o fato de que a grande maioria da sala é formada também por “marias 12 segundos”, “pedros 20 segundos” e seletos (contados nos dedos de uma mão) “marcelos 22 minutos”.

pode parecer prepotência da minha parte, mas juro – e é isso o que mais preocupa – não é.

então, enquanto eu testemunho fatos como esse diariamente, também escuto afirmações de que o “mercado está saturado. 2 advogados pra cada pessoa. minha sobrinha se formou em direito e está trabalhando de babá. blábláblá…”. pois eu digo que o mercado não está saturado. o mercado está é de saco cheio!!

como eu.

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[Para comemorar a marca de NOVE comentários em pouco mais de DOIS meses, escreverei UM post.]

Abril 19, 2007 · 4 Comentários

Nesta semana, fiquei intrigado com uma reportagem que li na Veja. Falava sobre uma tribo encontrada nos confins da Amazônia e que desafiava os estudiosos. O grupo possui várias peculiaridades; transcrevo-as: “[...] é o único (idioma) até hoje identificado no mundo que não tem frases subordinadas [...] não têm palavras para descrever as cores. Não usam tempos verbais que indiquem ações passadas. Não há entre eles a tradição oral de contar histórias. Tudo é dito no presente. A língua escrita não existe. Os pirahãs não desenham e desconhecem qualquer tipo de arte. Eles são a única sociedade no mundo, segundo avaliação de antropólogos, que não cultiva nenhum mito da criação para explicar sua origem. Para completar, os pirahãs não usam números e não sabem contar – têm uma única palavra, “Hói”, que significa “um” ou “pequeno”.”

Na seqüência, o texto explica que há anos “estudiosos” tentam PACIENTEMENTE ensinar o grupo a contar, explicando sua utilidade no dia-a-dia.

É aí que eu entro: por que diabos esses manés querem mudar a cultura desse povo? Eles não viveram muito bem até agora sem os números idiotas? Se fizesse falta a eles, certamente já teriam solucionado o problema. Talvez até tivessem invetando outra maneira de mensurar as coisas. Talvez até já tenham essa maneira. Tentam PACIENTEMENTE, há anos, ensiná-la aos pesquisadores. Sem sucesso.

Sinceramente, não sei se os números fariam tanta falta na nossa sociedade. Claro que existe todo o uso científico para os tais algarismos e seus conceitos mas, vamos seguir a idéia da reportagem e pensar nos números em nosso dia-a-dia: número de mortos, número de acidentes, milhões atrás da parede falsa (poderia ter usado o exemplo “dentro da cueca”, mas é notícia antiga), tantos presos, tantos foragidos, tantas balas perdidas, tantos kilos de droga, tantos mililitros de silicone, tantos % de imposto, mais tantos % de aumento na gasolina, tantos votos para aprovar a CPI, tantas horas de atraso, tantos milhões de votos para o Alemão, tantos % de analfabetos, miseráveis e afins, tantos % de aprovação do Lula. Tanta merda junta.

Voltando ao foco da mudança da cultura alheia, percebemos claramente a semelhança com desses pesquisadores infelizes com os jesuítas que tanto bem fizeram aos índios do começo dos tempos do nosso próspero país.

Certamente os tais “cientistas” teriam muito mais a ganhar se estivessem interessados em aprender e não em “ensinar”. Eu, particularmente, sinto um certo tipo de inveja desse raciocínio totalmente abstrato, desse pensamento que, genuinamente, vai para fora do quadrado.

 

 

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[Plutão: planeta, mascote ou anão?]

Agosto 29, 2006 · 5 Comentários

(sim, eu sei que esse assunto já é velho…)

juntaram um monte de malucos com diploma de nerd para discutir se plutão, afinal de contas, era um planeta ou não.

minha primeira observação sobre esse assunto é: depois de tanto tempo, que diferença isso faz?!

por que diabos, depois de 76 anos, decidiram que plutão não é mais um planeta?

por que ele é pequeno, menor que a Lua?
por que ele tem uma órbita diferenciada?
por que ele esté muito muito longe?
“por que”, quando usado numa pergunta retórica, se escreve junto ou separado?

oras, em plena era de aceitação das minorias vamos tratar o planetinha com tamanha indiferença?

aliás, não é de agora que existe esse menosprezo em relação a plutão. em 1932, Walt Disney criou o cachorro Pluto, que tem esse nome em homenagem ao então recém-descoberto astro. porém, mesmo sendo da mesma raça do Pateta, Pluto anda de quatro e não fala! Vejam o preconceito! O cachorro batizado com o nome do planeta é muito mais limitado do que o outro, que tem um nome descritivo de seu retardo mental!

e a astrologia? como fica?! olhem:

Casa VIII
Signo Natural: Escorpião
Planeta Regente: Plutão

Regida por Plutão, a oitava casa representa o sexo, a morte, o renascimento e lida com nossas questões ocultas e nossas experiências místicas.
Se a segunda casa mostra os nossos valores e recursos pessoais, a oitava mostra os nossos recursos conjuntos. Dinheiro corporativo, propriedades, heranças, custódias, seguros e impostos e ainda o “dinheiro do outro” (do sócio, parceiro ou cliente). O apoio que recebemos dos outros, portanto, é assunto desta casa.

não bastasse o meu signo estar órfão de planeta regente – seja lá o que isso signifique – ainda pode-se esperar um caos nos assuntos referentes a sexo, morte, renascimento, questões ocultas e experiências místicas! E o apoio que recebemos dos outros?! Já era! “perdeu, prebói!” não apóio mais ninguém. (em ano de eleições, isso pode ser fator decisivo!)

se o meu signo está sem planeta regente, significa que liberou geral? não tem mais ninguém cuidando? uma situação estranha, já que, pesquisando em sites especializados, encontrei declarações fortes:

O signo de Escorpião simboliza a intensidade.
É determinado, denso e realizador. Também é passional, desconfiado e sarcástico.
aqui

Escorpião é o relacionamento aprofundado, pois é um signo da água, de fortes emoções. Representa a fase de transformação e renovação do zodíaco. é a intensidade emocional, a paixão, o sexo, a necessidade de penetrar nos mistérios do ser humano e da vida, e o renascimento pessoal e dos relacionamentos. Características: profundidade, magnetismo, sexualidade, envolvimento emocional, persistência, perspicácia, senso de pesquisa, intuição, desapego, reciclagem, capacidade de cura, desconfiança, inflexibilidade, obsessões, lutas de poder, controle excessivo, ciúmes e vingança. A regência de Plutão sinaliza que escorpião tem um potencial curador, pois está orientado para o âmago das experiências, os mistérios, o oculto, a sexualidade. Mas precisa se tornar amigo de seus instintos e emoções, para que estes não tenham poder destrutivo. aqui

viram como a coisa é séria? o joão bidu deve estar absolutamente desorientado!

e as piadas da 4a série? como ficarão? os alunos do fundão não poderão mais gritar “putão” quando a professora perguntar quais são os planetas do sistema solar? frustrante!

exijo um plebiscito!!

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[anti-social? sim, e daí?]

Agosto 25, 2006 · 2 Comentários

provavelmente uma das coisas que eu mais odeio na faculdade são os malditos trabalhos em grupo. desde que descobriram uma boa desculpa (a de que, na realidade do mercado atual é preciso saber trabalhar em equipe – não esqueça de falar essa frase empostando a voz) os professores vêm, cada vez mais, “desenvolvendo” esse tipo de atividade.

e eu odeio.

odeio porque tenho que ser simpático;
odeio porque sempre tem alguém no grupo que não sabe o que deve ser feito;
odeio porque sempre tem alguém (outro) que é cdf demais para levar o trabalho numa boa, sem achar que vai morrer se tirar um oito ou se tiver que falar para o professor que “infelizemnte, só conseguiremos entregar na próxima aula”;
odeio porque sempre tem uma garota/mulher patricinha/perua que acha que é a última bolacha do pacote;
odeio porque a média de cultura geral dos presentes deixa um pouco a desejar;
odeio porque a ortografia passou longe;
odeio porque a redação… esquece!;
odeio porque não posso simplesmente fazer do meu jeito ou, de uma hora pra outra, decidir que prefiro arcar com as consequências (leia-se “conversar com o professor para dar um jeitinho”) do que passar 15 minutos debatendo qualquer assunto com meus coleguinhas;
odeio porque não leva à nada.

praputaqueopariu! faz logo uma prova e me deixa em paz!

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o bicho da intolerência

Agosto 16, 2006 · 1 Comentário

ele vive nas profundezas. iberna, na maioria do tempo. poucas coisas conseguem acordá-lo:

a) pessoas que reclamam do calor, do frio, da chuva e da estiagem;

b) burrice.

quando colocado na presença do item “a”, acorda mas não reage. em contato com o item “b”, o bicho da intolerância é implacável! Acorda gritando, esbravejando aos ventos a própria falta de paciência! Desce para o nível dos presentes e vomita.

durante o dia, devido à presença de vários “itens A”, esboçou reações mas calou.

mas à noite, durante a aula, o bicho da intolerância acordou.

é difícil conviver com (muitas) pessoas que não acordam pra vida. que pairam na mediocridade do nada. é mais irritante ainda quando você sabe que estas mesmas pessoas estão à beira da formatura do curso de direito.

há pouco fui forçado a fazer um trabalho com mais um “colega” de classe. odeio fazer trabalhos em grupo (ou dupla). logo no primeiro comentário do sujeito percebi que seria um longo período. sabe quando alguém pergunta alguma coisa e você faz uma careta tipo “como ele chegou nessa pergunta que não tem nada a ver com a situação????” e acaba respondendo “não sei…”? Pois é… passei por isso várias vezes num curto intervalo de tempo.

quando cheguei na sala, o trabalho já tinha sido passado e a maneira de resolvê-lo já tinha sido explicada. acho que meu parceiro (ai!) não entendeu nem o “boa noite!” do professor, então tentei fazer o trabalho sozinho, ditando as coisas que ele deveria escrever. num certo momento, empaquei e percebi que a explicação do professor (que eu perdi) deveria ter valido para alguma coisa. fui até a dupla mais próxima e perguntei sobre a atividade. o cara, gentilmente, passa a folha dele e fala “ó, tá aí! dá uma olhada!”.

passo os olhos no texto e logo de cara percebo que os parágrafos estavam invertidos. num segundo momento, infelizmente, meus olhos são puxados para um “ouve” (do verbo aver, sabe?).

era aí que eu queria chegar com o “bicho da intolerâcia”. tantos erros seguidos! foi demais! então, nesse momento, larguei a diplomacia e falei:

- cara, esse parágrafo é aqui e aqui está faltando tal coisa. e “houve” é com “H”.

voltando para minha mesa, notei que “o outro” tinha produzido alguma coisa. um lampejo de esperança! perguntei:

- o que fizesse aí?

- ó, escrevi a parte tal: “para interpor no auto de infração que deseja interpor“.

- faz o seguinte, só copia o que tá escrito ali e entrega.

peguei minha pasta e saí.

no ônibus pensei: “dá um post.”

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quem esteve ontem no morumbi, vendo o show do U2, …

Fevereiro 21, 2006 · 3 Comentários

quem esteve ontem no morumbi, vendo o show do U2, certamente terá um momento para lembrar por muitos anos.

mesmo pela TV, a apresentação foi marcante. uma grande produção protagonizada pela simplicidade e o carisma de Bono Vox e The Edge. cantaram com vontade, mostraram comprometimento com o público e fizeram as coisas que todos que vão a um show dessa magnitude querem ver: tentou falar português, puxou o garotinho para cantar o refrão, puxou a mulher para cantar with or without you (como sempre) e todo esse tipo de coisa.

ou seja, quem viu o espetáculo não presenciou apenas uma reprodução do que está nos CDs. presenciou o que o grupo é capaz de fazer em cima de um palco, ao vivo.

além disso, ainda tiveram o bom senso de cantar os clássicos: one, sunday bloody sunday, i still haven´t found , where the streets have no name, pride, bullet the blue sky, miss sarajevo (sem comentários!), the fly, with or without you, elevation, beautifull day… ainda poderiam ter tocado bad, eletrical storm, discotheque e muitas outras e ainda assim o show continuaria empolgante como foi pelas 2 horas que durou.

e é por todo esse conjunto de fatores que eu penso que o U2 simplesmete atropelou os Rolling Stones.

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na verdade, também não faz a menor diferença para …

Fevereiro 15, 2006 · 1 Comentário

na verdade, também não faz a menor diferença para mim. numa época distante, talvez eu ficasse revoltado, indignado, desolado ou sei lá o que com a falta de atitude da instituição.

hoje não estou nem aí. tanto faz. façam o que quiserem. só achei que seria uma pauta interessante :)

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