o bicho da intolerência

ele vive nas profundezas. iberna, na maioria do tempo. poucas coisas conseguem acordá-lo:

a) pessoas que reclamam do calor, do frio, da chuva e da estiagem;

b) burrice.

quando colocado na presença do item “a”, acorda mas não reage. em contato com o item “b”, o bicho da intolerância é implacável! Acorda gritando, esbravejando aos ventos a própria falta de paciência! Desce para o nível dos presentes e vomita.

durante o dia, devido à presença de vários “itens A”, esboçou reações mas calou.

mas à noite, durante a aula, o bicho da intolerância acordou.

é difícil conviver com (muitas) pessoas que não acordam pra vida. que pairam na mediocridade do nada. é mais irritante ainda quando você sabe que estas mesmas pessoas estão à beira da formatura do curso de direito.

há pouco fui forçado a fazer um trabalho com mais um “colega” de classe. odeio fazer trabalhos em grupo (ou dupla). logo no primeiro comentário do sujeito percebi que seria um longo período. sabe quando alguém pergunta alguma coisa e você faz uma careta tipo “como ele chegou nessa pergunta que não tem nada a ver com a situação????” e acaba respondendo “não sei…”? Pois é… passei por isso várias vezes num curto intervalo de tempo.

quando cheguei na sala, o trabalho já tinha sido passado e a maneira de resolvê-lo já tinha sido explicada. acho que meu parceiro (ai!) não entendeu nem o “boa noite!” do professor, então tentei fazer o trabalho sozinho, ditando as coisas que ele deveria escrever. num certo momento, empaquei e percebi que a explicação do professor (que eu perdi) deveria ter valido para alguma coisa. fui até a dupla mais próxima e perguntei sobre a atividade. o cara, gentilmente, passa a folha dele e fala “ó, tá aí! dá uma olhada!”.

passo os olhos no texto e logo de cara percebo que os parágrafos estavam invertidos. num segundo momento, infelizmente, meus olhos são puxados para um “ouve” (do verbo aver, sabe?).

era aí que eu queria chegar com o “bicho da intolerâcia”. tantos erros seguidos! foi demais! então, nesse momento, larguei a diplomacia e falei:

– cara, esse parágrafo é aqui e aqui está faltando tal coisa. e “houve” é com “H”.

voltando para minha mesa, notei que “o outro” tinha produzido alguma coisa. um lampejo de esperança! perguntei:

– o que fizesse aí?

– ó, escrevi a parte tal: “para interpor no auto de infração que deseja interpor“.

– faz o seguinte, só copia o que tá escrito ali e entrega.

peguei minha pasta e saí.

no ônibus pensei: “dá um post.”

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Uma resposta para “o bicho da intolerência

  1. ah, se o seu monstro da intolerância trabalhasse com campanhas políticas…

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